A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), procurou a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Civil de Mato Grosso, após levantar suspeitas de possível instalação de escutas clandestinas em seu gabinete. A denúncia foi formalizada depois que uma inspeção realizada no dia 19 de março identificou itens considerados incomuns no local.
O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (15), após a circulação de áudios atribuídos à gestora. A prefeita, no entanto, nega qualquer relação com o conteúdo divulgado.
Durante a vistoria, feita na presença da chefe de gabinete, Ana Helena Paroli, técnicos identificaram irregularidades em três tomadas instaladas na sala. Embora os pontos fossem destinados ao sistema de campainha, eles estavam sem funcionamento aparente, mas ainda assim reagiram ao detector portátil utilizado na varredura.
Os dispositivos apresentaram emissão de sinal eletromagnético compatível com possíveis transmissores ocultos. Diante da suspeita, os materiais foram retirados e encaminhados para análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deverá esclarecer a origem e a funcionalidade dos equipamentos, além de verificar se havia captação de informações no ambiente. Também foi recomendada uma varredura completa no gabinete por órgãos especializados.
Em entrevista ao podcast POD MT de Fato, na quinta-feira (16) a prefeita comentou o caso e afirmou que ainda aguarda o resultado da perícia:
“É, na verdade, a Politec encontrou um objeto, a gente encontrou um objeto que parecia ser uma escuta, porque quando você encontra um objeto, ele pita, passa a máquina, ele pita, ele faz um sinal, aí aquele objeto é recolhido e levado para a perícia. Então, eu não tenho ainda a afirmação do que é, não tive resultado da perícia da Politec. Esse resultado é da Politec.”
A gestora também reforçou que não há qualquer irregularidade em sua atuação no gabinete:
“Mas, olha, eu vou falar uma coisa, se alguém gravar o que eu estou falando dentro do gabinete, eu estou trabalhando, trabalhando, 24 horas trabalhando, são decisões e decisões. São decisões, leitura de documento, conversa, não existe nada que eu tenha cometido alguma coisa. Então, porque assim, é tão tranquilo o meu gabinete no sentido de trabalho, às vezes eu junto com três, quatro secretários, mais vereador, e a gente vai discutindo ali, é tudo muito tranquilo.”
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