Sexta-feira, 6 de março de 2026

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ESCRITÓRIO DO CRIME

Quatro bandidos reagem e morrem em confronto com a Polícia Militar

Quatro suspeitos morreram baleados durante um confronto armado com a polícia militar em Peixoto de Azevedo, na noite desta terça-feira (10). A ação ocorreu no bairro Jardim Eldorado, como parte da Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas, coordenada pelo 4º Comando Regional e a 14ª Companhia Independente da Polícia Militar de Força Tática.

Segundo o relatório policial, a equipe recebeu informações de inteligência indicando que uma residência no local funcionava como um "escritório do crime" e esconderijo de materiais ilícitos, incluindo armas de grande calibre e fuzis possivelmente destinados a atentados ou roubos a instituições financeiras. Ao adentrar o imóvel, os policiais encontraram dois fuzis e munições espalhadas pelo chão. Durante a abordagem, os suspeitos abriram fogo contra a equipe, obrigando os agentes a responder com tiros até cessar a agressão.

Após o confronto, quatro homens foram encontrados alvejados, cada um portando armas de fogo: três revólveres e uma pistola. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou os óbitos no local. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para perícia, incluindo a coleta de estojos balísticos. Durante a varredura, foram apreendidos os dois fuzis, dois tijolos de substância análoga à maconha, cinco invólucros com a mesma droga, duas balanças de precisão, dinheiro, munições adicionais e duas mochilas.

Os mortos foram identificados como Vitor Hugo Silva da Rosa, Rafael de Souza Lima Martins, Lai Tacassio Silva Moreira e Luiz Fernando Leiva de Andreza, todos com extensos antecedentes criminais. Vitor Hugo, de Nova Xavantina, tinha passagens por uso ilícito de drogas (2017), desobediência e dirigir sem CNH (2018), associação para o tráfico (2019), tráfico, corrupção de menores e quadrilha (2021), além de homicídio doloso (2024, no Rio Grande do Sul).

Rafael, de várias cidades de Mato Grosso, acumulava registros de roubos, lesões corporais, uso e tráfico de drogas, furtos e porte ilegal de arma entre 2015 e 2022. Lai Tacassio, de Rondonópolis, tinha antecedentes por tráfico e associação para o tráfico (2010), lesão corporal (2014), uso de drogas (2015), desacato e ameaça (2016), tortura (2017), furto (2022) e prisão por mandado (2025).

Luiz Fernando, também de Rondonópolis, respondia por corromper menores (2017), perturbação do trabalho (2023) e preservação do direito (2024).
 
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